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terça-feira, 16 de agosto de 2016

ATRACÇÕES - REEDITADO

Alguns leitores dizem-me que, o que publico, é intemporal e pedem-me que reedite.
Vou tentar satisfazer-lhes a vontade.
Faço votos para que todos gostem.
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sexta-feira, 20 de maio de 2016

ABJECÇÃO

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Vadio, perverso
Tenta convencer
Jovem bem bonita,
Mas seu auto-estima.

Interrompe tudo,
Abandona o lar,
Família e estudos
P'ró acompanhar.

Cama, mesa e roupa
Sempre bem lavada,
Que a atenção é pouca
P'ra quem não tem nada.

Não tem, nem terá
Pois nada fará,
Nem hoje, nem nunca,
Não trabalhará.

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Encosta-se sempre
E anda a dizer
Que está sempre certo,
Faça o que fizer.

Mal agradecido,
Ingrato, por norma
Não respeita nada,
Ataca, violenta.

A quem lhe fez bem,
Responde com o mal.
É péssimo exemplo,
Desprezo total

P'ra quem o sustenta

Baixeza moral
E aviltamento!
Arrogância é lema
A todo o momento!

E não há travão
P'ra tal situação
Queremos Justiça
E mais formação

P'ra que a Juventude
Fuja das ciladas
Surgem amiúde
Não são denunciadas.


Este caso não é único, infelizmente. Tanto se quer sorte para eles, como para elas.Há vadios e vadias...


segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

FELIZ ANO NOVO

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A todas as pessoas que me seguiram  e dão VIDA ao meu Blog, desejo um 2016 coroado pelo Amor, pela Misericórdia e pela Paz.
Muita Saúde e Prosperidades.
Obrigada pela vossa presença amável e carinhosa.Ele é a razão que permite a minha continuidade na Blogosfera.



            ESPERA

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A descoberta é dolorosa:
Cria-se um filho
Com tanto Amor
E sofrimento
A cada momento
Para mais tarde...

Ó sinuosa
Via escolhida
P'ra prosseguir!!!

Vê-lo partir!
Má companhia
Vai ao seu lado:
É só pecado,
Má intenção,
Desilusão
E falsidade,
Oportunismo,
Um mau carácter,
Muito despeito
E, neste jeito,
O seu cadastro
Vai aumentando,
Sem que ninguém,
Nem a Justiça
Ponha travão
À negação!...

Mas ela espera,
Cheia de Fé,
Que, um belo dia,
Esta agonia
Tenha o seu fim!
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E esse filho
E a descendência
(Oh! Que inocência!!!)
Possam seguir
As suas vidas.
(Estão tão sofridas!!!)
E que a maldade
Seja punida,
Não mais perturbe
Nenhuma vida!

Infelizmente, este é um de inúmeros casos semelhantes.Que 2016 traga Paz e Serenidade para todas as famílias.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

ELAS



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Retratam a formosura:
Uma, branca, outra, morena;
Espalham muita candura,
Tornam minha vida amena.

Vivem bem sua inocência,
Plasmada nas atitudes,
Não é só pela aparência:
Têm mesmo muitas virtudes!

Sinto toda a gratidão,
Que exprimem todos os dias;
Alegram meu coração
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Sei que serão minhas guias!

São donas de fino trato,
Que me querem muito bem!
Vou constatando este facto
Que, ao de cima, sempre vem.

Que grande é minha ventura
Se, com elas, estou presente!
Posso fazer uma jura:
Eu, delas, sou dependente!

sábado, 21 de fevereiro de 2015

VÓS

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VÓS
Sois a alegria viva, em cada dia,
A solução,  na maior aflição,
O meu amparo e a consolação,
A força indómita e a minha energia!

Como seria eu, sem vosso esteio?!
Ía sobreviver, porém sem fé!
E vou andando assim, pé ante pé
Até chegar, enfim, ao vosso meio.

Que desconcerto é viver um segundo
Longe da vossa boa companhia!
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O meu amor e o meu pensamento

Voam rumo ao mesmo lugar do mundo
Onde estais e viveis em harmonia
E estou convosco a todo o momento!!!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

ÉPOCA ESPECIAL

ÉPOCA ESPECIAL
A todos, Amigas e Amigos, seguidoras e seguidores do meu Blog, desejo Festas Felizes, em Paz e Harmonia, junto dos vossos entes queridos.
Faço votos para que, em 2015, os vossos caminhos estejam bem iluminados e protegidos e cada um veja realizados todos os seus sonhos.
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                                     NATAL?! NATAL?!
Quem duvida?

No dia 24 de dezembro, à meia-noite, comemora-se o nascimento do Deus Menino que, há 2014 anos atrás, veio para salvação da Humanidade.
Mas então, qual é a razão dessa pontuação no subtítulo?!
Acontece que, desde criança, vivi esta época, desde antes do Advento com uma imensa alegria. Sabia de antemão que a família ansiava por se juntar, embora as deslocações não fossem tão fáceis como agora. Havia magia no ar! E não era pela mesa farta nem pelos presentes, mas sim por algo indizível, indescritível que, naturalmente, eu sentia.
Os avós, os pais, os irmãos, todos juntos, felizes, confraternizando, jogando o «rapa» e  o loto, depois do jantar, à espera da meia-noite.
Agora, a situação mudou um pouco: há famílias com entes que se viram obrigados a emigrar e estão tão longe e tão assoberbados, que nem nesta altura conseguem juntar-se aos restantes membros familiares.
Tudo muda! Já nada é como era!
O tempo passa e, reflectindo, pergunto-me:

Os solitários têm Natal? E estou a pensar nos que o são sem quererem e não nos que escolheram estar sós!
Os refugiados têm Natal?
E os habitantes dos países em guerra?
E os sem-abrigo?!   Felizmente que há grupos de pessoas  de boa vontade que organizam jantares, no dia 24, para que os mais necessitados usufruam de algum conforto e convívio, além do alimento.
A lista poderia continuar, mas fico-me pelos mais próximos. Sim, porque sei de muitas e muitos, com filhos, sobrinhos, por quem tudo fizeram e que vão ficar sozinhos no jantar do dia 24 e todo o dia 25 de dezembro.
Sei dos que, estando rodeados por familiares a quem muito ajudaram, sabem que tudo não passa de um ritual. Vão a casa do que os convidou, porque quis ser socialmente correcto, mas têm a plena consciência de que não passa disso!!! Vão na esperança de se encontrarem com quem mais amam, de matarem as saudades! Há Natal para quem se dá conta de toda esta hipocrisia?!
Tenho ouvido relatos de cortar o coração!!! Os exemplos, desgraçadamente,  multiplicam-se! Mas não cabem todos aqui!
O individualismo impera, exige-se tudo do outro, mas nunca ninguém se coloca no lugar dele!
Fazem-se juízos de valor sem se estar por dentro das vivências de cada um!!!
Por isso perguntei: Natal?!

Mas, claro que é Natal!
 E há Natal para alguns, porque, afortunadamente, ainda há muitas mulheres e homens de grande coração, que fazem esforços terríveis, físicos e monetários, para juntarem a família e ainda se preocupam em dirigir uma palavra carinhosa a todos e até em fazerem uma visita aos seus amigos solitários que, por algum motivo, não puderam aceitar o convite e estarem presentes.
Para mim, isso é o verdadeiro espírito de Natal.
Quem me dera chegar ao dia em que tivesse a certeza de que, nesta época ( o ideal seria o ano inteiro), todos se sentissem confortados e acompanhados, em Paz e num bom e harmonioso ambiente familiar.

   BOAS FESTAS!

sábado, 15 de novembro de 2014

À MINHA IRMÃ MARIA CLARA

No dia 14 de novembro, comemoramos o seu aniversário natalício.

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À MARIA CLARA

Ela foi a primeira irmã que eu tive.
Era tão branca e mansa, e pura e linda!
E trouxe aos pais uma alegria infinda!
Brincamos muito as duas, 'inda de bibe!

Veio o tempo do estudo, a correr!
Sua dedicação ultrapassou
O simples facto de um livro ler,
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E uma Bolsa de Estudo arranjou.

E a menina cursou Medicina,
E quando terminou, foi convidada
Para reger, na mesma Faculdade

Uma cadeira que a todos ensina,
Sem nunca poder ser ultrapassada
Tal é o afinco e a boa vontade!

E vai também ao Centro de Saúde,
Manhã e tarde, ou noite, sempre atenta
Aos seus muitos doentes, que amiúde
A procuram, se algo os atormenta.
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Mãe de dois filhos,tem um lindo neto
Que vive lá em casa, todo o dia.
Traz à família 'inda mais harmonia
E todos lhe dedicam muito afecto.

À minha irmã, desejo todo o bem,
Neste dia catorze especial,
Em que se comemora o seu natal.

Um grande abraço meu, de parabéns
E hoje, a prenda que de mim tu tens
É este poema pouco genial.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

ALGARVE

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Há um passadiço novo,
De Algar Seco ao Carvoeiro,
P'ra deliciar o povo,
Se não houver nevoeiro.

O Algarve é um postal,
Com bela orla costeira
E o percurso pedonal
Mostra-a tal qual,
Verdadeira!

A Lagoa já oferecia
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Os seus Sete Vales Suspensos!
Lá,nas praias da Marinha,
A andar somos propensos...

...'Té ao Vale de Centeanes.
Palmilhando a região,
Por perto com Palm Gardens,
Há  um factor de atracção:

As grutas e os caminhos,
Janelas p'ra ver o mar,
Precipícios bem altinhos
De respiração cortar!

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Mar que as arribas recorta
Até à "Encarnação"
Dá mais vida à minha aorta,
Em toda aquela extensão.

Em madeira é a construção,
Com bons metros,pois então!
Áreas de contemplação,
E ainda outras de descanso,
Que o remanso...
Faz mui bem ao coração!

E os mais aventureiros
Têm os trilhos p'ra seguir
E até às arribas ir,
Onde  vão usufruir
De locais bem prazenteiros!

(Com base em um texto de Paulo Brilhante,publicado na revista do Expresso, de 20 de setembro de 2014)

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

NÓS

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Alegres e divertidas
E bem despreocupadas,
Amigas e muito unidas,
«Trabalhamos para o bronze»,
Até às onze!

No areal, ou piscina.

É verão! Há animação,
De dia como de noite,
Nas ruas de Portimão!

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Vai toda a população
P'ra passear ou nadar.

Na praia há agitação!
Uns pescam e outros...não.

Grupinhos, de mão na mão,
Fazem covinhas no chão,
Esculturas sobre a areia,
Que representam a aldeia,
Todo o tipo de açoteia
E o que lhes apetecer...

Vem a avó agradecer
Aqueles momentos únicos.
Há tanta cumplicidade
Nestas duas gerações
E amor incondicional!!!

Mas, apartadas sem dó,
Já nada mais é igual!

sábado, 2 de agosto de 2014

ESTUDANDO ARISTÓTELES E A POESIA

CEDIDO

Este é o  quarto excerto de um artigo escrito pelo meu pai.

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Na obra de arte deve haver clareza e nobreza de elocução.
A obra será clara e nobre quando, usando as palavras comuns, está semeada de metáforas: o poeta tempera-a  deste modo: dá grandeza à banalidade. Mas também pode cair no barbarismo, se emprega apenas metáforas; ou ser baixo, por causa do exclusivismo das palavras comuns, ou enigmático, se gasta em absoluto termos insignes ou «caros».

Outro requisito: a variedade. «Varietas delectat», segundo o prolóquio latino.
Na opinião do Filósofo, a epopeia tem uma particularidade importante: enquanto a tragédia só pode imitar a acção que está em cena, a epopeia imita muitas partes simultâneas da acção. Ora isto dá grandeza à obra épica, proporciona ao ouvinte o prazer da mudança, e prepara a variedade de episódios dissemelhantes. Aristóteles, Poética, 1459 b, 13 s.

Devem ainda, as obras de arte, ter  uma certa extensão. Como escreve o autor da Poética, «uma coisa pode ser inteira e ter pouca extensão. É inteira aquela que tem começo, meio e fim». E remata: «As fábulas bem constituídas não devem, pois, começar nem acabar num  ponto tomado ao acaso». Idem, ibid., 1450 b 24 - 35.

Só outro requisito mais: a proporção.
A este respeito, escreve: porque « a beleza reside na extensão e na ordem..., um animal belo não pode  ser extremamente pequeno ( porque torna-se confusa a vista quando não dura senão um momento quase imperceptível), nem extremamente grande (porque, neste caso, não o abrange o olhar, mas a  unidade e a totalidade escapam à visão do espectador; imagine-se, por exemplo, um animal que tivesse milhares de estádios(antiga medida itinerária) de comprimento...) segue-se que, se para os corpos e para os animais é precisa uma grandeza tal que se possa abranger com a vista, do mesmo modo é precisa para as fábulas uma extensão tal que a memória possa capturar». Idem, ibid., 1450 b 35 -40; 1450 a 1 -6.

Nem São Tomás disse melhor, quando se exprimiu assim: - «Pulchra enim dicuntur quae visa placent; unde pulchrum in debita proportione consistit, quia sensus delectatur in rebus debite proportionatis». Aquinatis, S. Th., Sum.Th.,Parisiis (ed. 17) q. V, art. IV « Os pequenos podem ser formosos e comensurados - mas não belos». Aquinatis,S. Th., in Libros Ethicorum Aris. ad Nicomacum, Taurini, 1934, Lib. IV, p 249 - 251.

E Platão?
Este filósofo, na opinião de Latino Coelho, é « o mais ilustre continuador da escola socrática. É entre os discípulos do grande mestre o mais genial e inventivo. É por ele que a revolução espiritual que Sócrates promove, se propaga a Aristóteles, o maior e o mais claro entendimento de toda a antiguidade.(...)
Platão é o feliz intermediário entre a ciência popular de Sócrates e a filosofia  profundamente científica de Aristóteles; entre o discurso socrático e o seguido e metódico raciocinar do sábio Estagirita. Porém, entre Platão e Aristóteles, apesar da relação do mestre e do aluno, há  nas doutrinas uma inconciliável discordância. Se o ideal é, em Platão, o assunto de toda a filosofia, a ciência, ao contrário, em Aristóteles, só pode tomar por fundamento o experimental.» Latino Coelho, Demóstenes, Oração da Coroa, Lisboa, 1922 (4ª edição) pág. XVIII.

J.E.SANTOS - meu pai