Seguidores

terça-feira, 23 de maio de 2017

MEU AMOR

Uma filha desejada
Imagem do Google
Por mim sempre muito amada
Festeja quarenta anos!

Uma data a não esquecer
Que eu queria celebrar
Com todo o meu bem - querer
P'ra te fazer recordar.

A vida é maravilhosa
Apesar dos desenganos
E para ti, minha rosa,
Só votos de muitos anos.

Todas as felicidades
Te rodeiem, neste dia,
Com tuas duas beldades
Proporcionando magia.

Estarei contigo no peito,
Na alma, no coração.
Já que não é d'outro jeito
Conta c'o a minha paixão.

Sê feliz, protege as duas
São princesas, indefesas,
E aqui, deste mundo cão,
Quero que saiam ilesas.


Um grande abraço e um beijo,
Neste dia especial,
Tudo de bom te desejo
Pois hoje é o teu natal.

(Em 26 de março de 2017)

sábado, 25 de março de 2017

MÃEZINHA


Imagem do Google


Quando menos pensamos, a nossa vida transforma-se de uma maneira absolutamente brutal!
Foi o que aconteceu comigo e me deixou diferente, até sem vontade de escrever. Porém, e apesar de ter consciência da total falta de valor literário e/ou poético, tive, hoje, vontade de publicar esta prosa versificada, que  saiu bem do fundo do meu coração.

AMIGAS e AMIGOS, agradeço, desde já, a vossa compreensão.

Estava tão tranquila,
Respirava bem,
Deixei-a dormir.
Sereno, o meu bem!

Noção do dever,
Um'hora mais tarde,
Me fez acordá-la,
Levantando, a medo,
Sua cabeceira.

Bebeu água espessa,
Comeu a farinha,
Estava controlada
A minha mãezinha.

Festejava, então
Seu aniversário:
Parabéns da filha,
Marido e da neta.

Bisneta também
Se fez  bem presente.
Todos lhe cantámos,
Parecia feliz!

Só faltava mesmo
Abrir as prendinhas
E fazer a festa:
Fiz-lhe essa promessa.

Já não a cumpri!

Quis ir para o Céu,
Festejar por lá.
Deixou-nos, Deus meu,
A carpir por cá.

A presença da minha mãe igualava-se à recepção de um presente diário, acreditem!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

ESTUDANDO ARISTÓTELES E A POESIA

CEDIDO

Este é o quinto excerto de um artigo escrito pelo meu pai.

Imagem do Google
 «Segundo Platão, o mundo físico é a sombra ou a paródia das ideias. Em Aristóteles, é a sua realização... Desta concepção fundamental na filosofia aristotélica, em diametral oposição ao idealismo de Platão, deriva, como forçoso corolário, a total contradição entre os métodos seguidos pelos dois egrégios sabedores.

Platão, apegado ao ideal e supra-sensível, revoa em regiões inacessíveis ao mundo fenomenal, e constrói todo o saber pela energia dialéctica do espírito. Aristóteles, ao revés, no seu trabalho filosófico, parte do real e do sensível para elevar-se destes postulados da experiência até à noção do universal.» Latino Coelho, Demóstenes, Oração da Coroa, Lisboa, 1922 (4ª edição)

Segundo Newmann, Aristóteles - acusado, por vezes, de materialista, por causa dessa diferença - admite a actividade idealizante do artista.

Segundo Ritter, o objecto da arte, para Platão, é a reprodução da realidade.

Fouillée, um dos melhores intérpretes de Platão, falando da «poietikès»,distingue entre arte de criação e arte de imitação. Enumera, depois, dois modos de imitar: a imitação das Ideias eternas e a dos objectos perecíveis.
Para o criador do idealismo realista, o Belo, fim do amor, é o esplendor do Bem. Superior à verdade e à ciência, o Belo só teria acima de si a ideia do bem, se não chegasse mesmo a confundir-se com ela. O que não sucede. Porque, se todo o belo é bom, a Beleza não é todo o Bem; é, antes, um aspecto, uma manifestação dessa ideia. A beleza é irmã da proporção e da verdade e filha do Bem - continua Fouillée. Filha primogénita, se se aceitasse a figura. Em suma, se o Bem é Deus, a beleza é a manifestação suprema do mesmo Deus. A beleza concreta, não obstante ser a natureza uma sombra das realidades ideais, contém todos os caracteres da verdadeira beleza.
O mundo é belo, porque a Bondade suprema (Deus) o fez semelhante a si. A beleza do homem é a virtude. Fouillée, A., La Philosophie de Platon, Paris, 1929 (2ème édition) tom.II, p.15 ss.
Mas lê-se na «República»: «os ditirambos, as comédias, as tragédias são imitações» in Platão, República, lib.III. 394 B-C; 395 B Contudo, o objecto de arte, em Platão, não é a imitação servil da realidade. A não ser que falemos da realidade platónica. Platão rejeita precisamente certa poesia por ir contra a realidade (platónica). O objecto de arte, para o filósofo divino, é, como interpreta o citado autor francês, não o prazer ou a simples imitação da natureza, mas a expressão de um ideal de beleza. A imitação dos objectos não passa de um meio; e o prazer é um resultado que só tem valor pelos sentimentos a que dá origem..

Também Aristóteles divide a poesia em razão do carácter próprio dos autores: os de alma elevada (refere-se, aqui, à poesia primitiva) acções belas e acções de homens de mérito; os autores vulgares imitavam acções vis, compondo infâmias como outros compunham hinos e elogios. «A poesia - escreve o Filósofo na «Poética» - é mais filosófica e dum carácter mais elevado do que a história; porque a poesia narra de preferência o geral, a história o particular. O geral, ou seja, que tal ou tal espécie de homem dirá ou fará tais ou tais coisas verosímil ou necessariamente; (...) Aristóteles, op.cit..1451 b. 5-10

Assim o compreendem Turner- (Turner, W., Storia della Fil., Vicenza 1935 (trad. G. Trinko), quando fala de Aristóteles), Newmann- (Newmann, Dr. E., Estética Contemporânea, Coimbra 1930, ed.3ª, Trad.L.F. dos Santos, ofm-p.4) e Hardy- (Arist., op.cit., p.CCCLXXIX ss.

J.E.Santos - meu pai